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10 dicas para fazer café coado

O café coado é uma das bebidas mais consumidas no Brasil. E para preparar em casa, há vários detalhes que fazer toda diferença para extrair somente o melhor. O Bom Gourmet selecionou dicas de Georgia Franco de Souza, barista, mestre torradora, provadora de cafés e sócia do Lucca Cafés Especiais; Léo Moço, barista e proprietário da torrefadora Café do Moço e da rede de cafeterias Barista Coffee Bar; além de dicas da marca de cafés Melitta.

Produçaõ de fotos de café para a revista Bom Gourmet.
Produção de fotos de café para a revista Bom Gourmet.

1 – Não use água de torneira. Prefira sempre a mineral ou filtrada. Motivo: impurezas, cloro e outras substâncias que podem estar presentes na água são capazes de afetar o sabor e o aroma do café.

2 – Esquente a água até começar a borbulhar. Desligue e deixe descansar por 1 minuto.

3 – Dobre o filtro seguindo a dupla costura, coloque no suporte e derrame um fio de água para esquentar os objetos do preparo.

4 – Para cada 100 ml de água, use, aproximadamente, uma colher de sopa de pó de café.

5 – Quando for colocar a água, coloque o suficiente para o café se hidratar.

6 – Espere 30 segundos e jogue a água em movimentos circulares, sem tocar o filtro.

7 – Espere alguns segundos até toda a água passar pelo filtro. O ar preso entre as partículas de pó levantará algumas bolhas. Ótimo, assim o café será melhor extraído pela água.

8 – Durante o processo de  ‘passagem’ do café, não demore mais do que 5 minutos. A filtragem excessiva torna o café amargo.

9 – Dispense o açúcar. Ao adoçar a bebida, você mascara características naturais dela, como corpo, aroma e acidez.

10 – Passe a bebida no momento em que for tomá-la. Após 20 minutos no bule ou em uma hora na garrafa térmica, o café oxida. Isso faz com que a bebida perca algumas características sensoriais. Caso precise colocar o café na garrafa, a tática é escaldar o recipiente antes. Derrame água fervente no interior dele e depois o esvazie na pia. Dessa forma, quando você despejar o café, ele ficará quente por mais tempo.

 

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Males do Açúcar

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As pessoas vêm sendo advertidas durante anos sobre os perigos de consumir muita gordura ou sal, mas os meios de comunicação se mantêm relativamente calados sobre o açúcar, apesar dos crescentes índices de obesidade e doenças nos EUA e no mundo.

Foram publicadas inúmeras pesquisas sobre as muitas formas que o excesso de açúcar pode prejudicar a saúde e, ainda assim, a indústria continua defendendo-a como ciência…

Eles querem que continuemos acreditando no absoluto mito que aponta que a gordura saturada é a culpada ao invés do açúcar. No entanto, a roda do progresso continua girando.

Um grupo influente de médicos pesquisadores tem sido implacável em relação a difusão de informação sobre a estreita relação entre o consumo de açúcar e os crescentes índices de obesidade e de doenças graves, como câncer, doenças cardíacas e Alzheimer.

Isto não é ‘novo’ na indústria alimentícia. Na realidade, eles têm escondido a verdadeira informação científica sobre o açúcar durante décadas – enquanto consideram formas de fazer com que sejamos ainda mais viciados em seus produtos, sem se importar com as consequências à saúde.

É hora de todos saberem a verdade sobre os enganos da indústria do açúcar. Em 2012, Gary taubes, jornalista científico e autor, se uniu a Cristin Kearns Couzens para escrever “Big Suggar´s Sweet Little Lies (As pequenas e Doces Mentiras da Indústria do Açúcar). Em seu controverso relatório, publicado na revista Mother Jones, escrevem:

“Durante 40 anos, a prioridade da indústria do açúcar foi causar incerteza sobre os estudos que sugerem que seu produto faz com que as pessoas adoeçam. No painel federal, os cientistas financiados pela indústria citaram estudos também financiados pela indústria para descartar o açúcar como o culpado“.

O mundo secreto da indústria do açúcar

O documentário “Secrets of Sugar” nos conta a história sobre como a indústria alimentícia soube durante décadas sobre a relação entre uma alimentação à base de produtos processados e as doenças.

Em uma missão para mudar como opera a indústria do açúcar, Cristin Kearns Couzens, dentista do Colorado Comunity Care, descobriu evidências que indicam que eles já estavam preocupados sobre o papel do açúcar nas doenças cardíacas  desde o início da década de 70.

Couzens revelou mais de 1500 páginas de comunicados, cartas e relatórios que foram enterrados nos arquivos de companhias de açúcar atualmente extintas, assim como ensaios publicados recentemente de pesquisadores  e consultores que já faleceram e que desempenharam papel fundamental na estratégia da indústria.

A indústria do açúcar estava muito preocupada sobre o imperativo livro Pure, White and Deadly (Puro, Branco e Mortal) de 1972 do nutricionista britânico John Yudkin, no qual apresentou décadas de pesquisas que apontavam para o açúcar – em vez da gordura – como o fator subjacente na obesidade e na diabetes.

A Suggar Association financiou secretamente um livro chamado “Sugar in the Diet of Man” (O Açúcar na Alimentação do Homem) que afirmou que o açúcar não era apenas seguro e saudável, mas também importante. Eles não apenas o financiaram, mas também fizeram que parecesse um estudo independente.

O maior defensor da Sugar Association foi Ancel Keyes, que, com financiamento da indústria, ajudou a destruir a reputação de Yudkin ao rotulá-lo como um charlatão. A campanha difamatória teve um grande sucesso e acabou com as pesquisas sobre o açúcar.

As pessoas que se beneficiaram do açúcar sempre foram muito hábeis para sufocar as vozes discordantes em toda parte, inclusive nos corredores da ciência. Silenciar o açúcar permitiu que a gordura continuasse com sua má reputação como a vilã na alimentação, apesar da falta de apoio científico.

O século XXI trouxe refrigerantes de enormes tamanhos assim como problemas de saúde gigantescos e, a indústria alimentícia continua mirando no lado oposto –  na esperança de que nós não percebamos a verdade.

Assim como a indústria do tabaco buscou outro lugar onde dirigir a culpa sobre o câncer, a indústria do açúcar lutou para se proteger, com a táticas prestadas pela indústria do tabaco, como minar a ciência, intimidar os cientistas e destruir as leis da saúde pública.
Os pesquisadores demonstram as causas: O açúcar aumenta o risco de doenças crônicas
Estima-se que 100 milhões de pessoas na América do Norte sejam diabéticos ou pré-diabéticos. A evidência é muito clara de que o açúcar refinado é o fator principal da obesidade e das doenças crônicas, graças em grande parte ao trabalho do dr. Robert Lustig, endocrinologista pediátrico.

O Dr. Lustig tornou um caso claro a respeito de que o açúcar poderia ser um fator importante na epidemia atual das doenças. Sobrecarregar o fígado com mais açúcar do que ele pode metabolizar, muitas vezes ocasiona problemas cardíacos metabólicos com o tempo.

Quanto açúcar as pessoas consomem? Em média, o açúcar representa 15% das calorias totais consumidas pelas pessoas nos EUA. O uso de xarope de milho rico em frutose se multiplicou oito vezes entre os anos de 1950 e 2000.

A razão disto é que as pessoas nos EUA dependem muito dos alimentos processados, os quais simplesmente estão carregados de açúcar, especialmente frutose – o qual adoça os lucros da indústria do açúcar. A indústria alimentícia goza de cerca de 1 bilhão de dólares das vendas ao ano e não poderia ser assim ser o açúcar.

Muita frutose é veneno

De todo os tipo de açúcar que você poderia consumir, a frutose refinada é de longe a mais prejudicial. As pesquisas mostram que o xarope de milho rico em frutose (XMRF) é mais tóxico do que o açúcar (sacarose). Os ratos que receberam uma alta alimentação de XMRF tiveram cerca do dobro do índice de mortalidade em comparação com os ratos alimentados com sacarose.

O açúcar consiste em duas moléculas, as quais se separam no intestino: frutose e glucose. A glucose viaja através do corpo e alimenta os músculos e o cérebro. Mas a frutose vai diretamente para o fígado, onde começam todos os tipos de problemas.

O fígado converte esta frutose em gordura hepática, a qual ocasiona múltiplos problemas metabólicos. Para começar, o excesso de frutose apaga a parte do cérebro que indica quando se está satisfeito, o que torna provável que se coma em excesso.

A resistência à insulina, a qual se atinge como resultado, está no centro de uma longa lista de problemas graves de saúde como o câncer, Alzheimer e doenças cardíacas. E a lista parece crescer todo dia.

A pesquisa publicada no The Journal of the American Medical Association (JAMA)  mostra que o risco de morrer devido a uma doença cardíaca quase se multiplica em mais de 25% se o consumo calórico diário é proveniente de açúcar. Provavelmente não se perceba que a resistência à insulina afete de maneira diferente cada órgão. Por exemplo, a resistência à insulina poderia ser o primeiro passo no desenvolvimento da hiperlipidemia e doenças cardiovasculares.

Os açúcares adicionados, especialmente a frutose, poderiam desempenhar um papel mais importante do que o sal na pressão arterial alta. Quando certos órgãos experienciam a resistência à insulina, se desenvolvem doenças específicas.

O açúcar pode ser o melhor amigo do câncer

De acordo com o último Relatório Mundial do Câncer publicado pela Organização Mundial de Saúde  (OMS), o câncer frequentemente pode ser prevenido através de escolhas em seu estilo de vida. O açúcar é o alimento favorito do câncer – pelo menos de alguns tipo de câncer. Lewis Cantley, professor da Universidade de Cornell, acredita que o açúcar não apenas aumenta as probabilidades de desenvolver câncer, mas também piora seu resultado se a pessoa já sofre com ele. Os altos níveis de insulina estimulam os tumores cancerígenos ao levar as células de câncer ao consumo de glicose.

Algumas células cancerígenas, na verdade, contém receptores de insulina e utilizam a glicose para crescer e se expandir. Se você possui este tipo de câncer, consumir açúcar é como colocar gasolina no fogo.

Ao saber como o câncer responde ao açúcar, provavelmente pode-se observar como a obesidade pode ser um marcador para o risco elevado de câncer. A obesidade está relacionada a um maior risco de muito tipos de câncer – de cólon, esôfago, rins, mama e pâncreas – assim como um maior risco de falecer devido a esta doença.

A lei da atração do açúcar: O “Ponto da Felicidade”

A quantidade de açúcar nos alimentos processados não é por acaso – a indústria faz grandes esforços para calcular cientificamente a combinação exata de ingredientes que nos farão almejar seus produtos, o qual é chamado de Ponto da Felicidade.

O Dr. Howard Moskowitz, consultor da indústria alimentícia durante muito tempo, é conhecido como o “Dr. Felicidade”. Moskowitz, matemático graduado em Harvard, analisa a reação das pessoas e encontra a quantidade certa de açúcar para um produto – essencialmente, ajuda a encontrar a zona “Dourada”. Ele já ganhou milhões para a indústria do açúcar. O caminho para a maestria de Moskowitz começou quando foi contratado pelo exército dos EUA para investigar como fazer com que os soldados consumissem mais porções em campo.

Com o passar do tempo, os soldados não consumiam porções adequadas, já que suas rações eram tão monótonas que lhes tiravam o apetite e não obtinham as calorias que necessitavam. Através desta pesquisa, Moskowitz descobriu a ‘saciedade sensorial específica’. Isto significa que, os grandes sabores tendem a dominar o cérebro, o qual responde reprimindo o desejo de comer mais.

No entanto, a saciedade sensorial específica é anulada pelo complexo perfil de sabor que desperta as papilas gustativas o suficiente para seduzi-las, mas não possuem um sabor distinto único e predominante que indique ao cérebro que ele tem que parar de comer. A fórmula mágica nos da o ‘ponto da felicidade’ e permite que a indústria de alimentos faça esforços deliberados para nos fazer comer em excesso. A combinação “Dourada” de açúcar, sal e gordura faz com que os alimentos processados sejam tão viciantes.

Açúcares, surpreendentemente, sigilosos

Qual quantidade de açúcar é segura? De acordo com o Dr. Lustig, embora haja diferenças individuais, como regra geral, o limite de segurança em relação ao consumo de açúcar parece ser entre seis e nove colheres de chá de açúcar ao dia (25 a 38 g). Não é preciso muito para exceder essa quantidade se você consumir QUALQUER alimento processado.

Quando você souber quanto açúcar é adicionado sigilosamente aos alimentos processados e preparados, você poderia se surpreender. Qualquer pessoa espera que os biscoitos e os refrigerantes estejam carregados de açúcar – ninguém se surpreenderia ao saber saber que uma lata de Coca-Cola contém 40 gramas.

No entanto, poderia impactar-se quanto açúcar são adicionados aos alimentos que nem sequer consideram que sejam doces. Vejamos os alimentos congelados, por exemplo. O molho italiano de champignon possui 11 gramas de açúcar. Uma lata de sopa clássica de tomate da Campbell´s possui 20 gramas de açúcar – mais do que duas rosquinhas Krispy Kreme.

Para evitar as doenças crônicas, diga NÃO à indústria do açúcar

A evidência mostra claramente que o açúcar refinado e a frutose processada são fatores importantes subjacentes da obesidade e doença crônica. Se você quer normalizar seu peso e reduzir drasticamente o risco de sofrer de doenças como cardiopatia, câncer, diabetes e Alzheimer, deve encarar seu consumo de alimentos processados.

O açúcar refinado e a frutose, os grãos e os carboidratos que formam açúcares são altamente responsáveis pela reação adversa que seu corpo faz à insulina e à leptina, e este desiquilíbrio metabólico é responsável por muitas das doenças crônicas que vemos atualmente.

Se você for resistente à insulina ou à leptina, tem diabetes, pressão alta, doenças cardíacas ou tem sobrepeso, o ideal seria que você limitasse seu consumo total de açúcar ou frutose a 15 gramas ao dia, até que a resistência à insulina ou leptina seja resolvido. Isto se aplica a pelo menos a metade de todas as pessoas que vivem nos EUA. Para todas as demais, recomendo limitar o consumo diário de frutose a 25 gramas ou menos. A forma mais fácil de atingi-lo  é trocar os alimentos processados por alimentos integrais ou especialmente orgânicos, o que significa cozinhar do zero com ingredientes frescos.

Ao tomar decisões diferentes, você estimulará sua saúde e enviará uma mensagem importante à indústria do açúcar dizendo que você é consciente de suas mentiras e enganos.

 

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Nega Maluca Veganda

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Ingredientes:

2 xícaras de farinha sem glúten( soja, arroz, trigo sarraceno, milho)

1 xícara de açúcar mascavo ou demerara ou cristal

4 colheres de sopa de chocolate em pó sem glúten e sem lactose

1 xícara de óleo

3 ovos de linhaça

½ xícara de água morna

1 colher de sopa rasa de fermento

 

Misture primeiro os ingredientes secos e depois acrescente os molhados, um de cada vez. Acrescente por último o fermento. Bata na batedeira por cinco minutos até que a massa fique bem homogênea, coloque em forma untada e enfarinhada e asse por aproximadamente 35 a 40 minutos em forno de 180 a 200 graus.

 

Cobertura:

1 xícara de açúcar

½ xícara de chocolate em pó

1 xícara de água

Ferver até dar o ponto e jogar em cima do bolo ainda quente. Fazer furos para penetrar a cobertura.

 

Ovo de Linhaça:

Para cada ovo de galinha podemos usar o equivalente a uma colher de sopa de linhaça marrom ou dourada batida no liquidificador para formar a farinha e depois misturar duas colheres de sopa de água. A farinha de linhaça pronta não deve ser utilizada, pois não forma o gel necessário para substituir o ovo. Então, primeiro batemos a semente de linhaça no liquidificador para formar a farinha, retiramos e em uma xícara e colocamos as duas colheres de água e misturamos bem. Deixamos descansar por 20 minutos, está pronto o ovo de linhaça!

No caso da nega maluca, para substituir 3 ovos, usar 3 colheres de sopa de farinha de linhaça e seis colheres de água e deixar repousar por 20 minutos.

 

 

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Substituindo ingredientes em suas receitas

Um dos desafios de iniciarmos uma dieta de restrição alimentar é a dificuldade de encontrarmos ingredientes substitutos e, quando os encontramos…  sabermos o que fazer com eles. Nesta matéria, listamos os principais ingredientes encontrados em receitas e damos dicas sobre como eles podem ser substituídos por ingredientes alternativos.

Ao folhearmos um livro de receitas deliciosas, logo jogamos ele de lado, pois tudo que encontramos tem leite, ovos, manteiga, creme de leite e por aí vai. Você já fica pensando que o mundo acabou e que não terá como preparar nem um simples bolo! Essa é a sensação de quem tem que lidar diariamente com uma restrição alimentar, mas saiba que há sim, muitas possibilidades. Só precisamos sair da nossa zona de conforto, daqueles sabores que estamos acostumados desde pequenos, e nos dar a chance de inovar, conhecer o até então desconhecido. Você vai ver que na verdade não há mistério. Ingredientes que estiveram quase sempre ao seu alcance. Apenas não pensamos em usá-los.

Leite

Leite de coco – dê preferência pela versão light, pois contém teor menor de gordura. Mesmo assim, tenha em mente que o teor de gordura do leite de coco é mais alto que o leite integral e é mais espesso. Para cada xícara de leite de coco, acrescente 1/3 de água.
Leite de soja, de arroz, aveia, amêndoas ou castanhas – eles variam em teor de gorduras e podem ser mais ou menos espessos, dependendo da sua composição. De forma geral, eles podem ser substituídos nas mesmas proporções do leite comum. Para leites mais espessos, como é o caso de algumas bebidas vegetais que recebem espessantes na sua elaboração, você pode acrescentar 1/4 de xícara de água para cada xícara de leite usada na receita.
Suco de frutas – ideal para usar como substituto do leite em bolos e tortas. De forma geral, você pode usar na mesma proporção do leite da receita original.
Leite baixa lactose – para quem tem intolerância à lactose, o leite baixa lactose é uma ótima opção já que ele é igual ao leite comum, apenas com o fato de ele ter passado por um processo de hidrólise da lactose.

Iogurte

Iogurte de soja – hoje temos algumas marcas que você encontra nos supermercados
Iogurte sem lactose – há pelo menos duas marcas de iogurte à base de leite animal sem lactose: Casa da Ovelha e Lacfree.
Leite de aveia com limão – bata no liquidificador ½ xícara de aveia em flocos com 300 ml de água quente. Coe e adicione suco de 1 limão pequeno. A textura não será a mesma, mas o sabor lembrará o iogurte. Uma boa opção para usar em receitas como molhos para saladas ou para uso em bolos e tortas.
Iogurte caseiro – vc pode utilizar lactobacilos em sachê e preparar o seu iogurte com leite baixa lactose ou leite de soja. Saiba mais>

Manteiga

É sempre bom lembrar que para quem tem intolerância à lactose, a manteiga pode ser usada nas suas receitas, pois ela não contém teores significativos de lactose. (Leia nossa matéria sobre o tema). Para quem precisa ou deseja fazer a substituição, seguem algumas sugestões.

Creme vegetal

Para quem tem alergia às proteínas do leite de vaca, os cremes vegetais, em geral, não contém leite em sua composição, mas verifique sempre o rótulo do produto. Algumas das marcas mais conhecidas são Becel Original, Qualy Vita e Soya.
Óleo vegetal – esta é uma opção segura para os alérgicos ao leite. Para cada colher de sopa de manteiga (12g) você pode usar 1 1/2 colher de sopa de óleo.

Ovo

Os ovos são ingredientes mais complexos de serem substituídos. Eles têm papel importante em muitas receitas que não podem simplesmente serem deixados de lado. Em outros países, já é possível encontrar uma mistura pronta para substituição de ovos, bastante usada por alérgicos e veganos. Enquanto este produto não chega no mercado nacional, você pode substituir ovos em receitas que levem de 1 a 2 ovos e que eles não representem uma quantidade significativa em relação a quantidade total dos ingredientes de sua receita.

Opção 1: Substitua 1 ovo por 1 ½ colher de sopa de água + 1 ½ colher de chá de óleo + 1 colher de chá de fermento químico em pó.
Opção 2: Substitua 1 ovo por 1 colher de sopa de farinha de linhaça misturada com 3 colheres de sopa de água (misturar e deixar descansar por 2 minutos antes de adicionar à receita)
Opção 3: substitua 1 ovo por 4 colheres de sopa de tofu amassado com um garfo e uma colher de chá de fermento químico em pó
Para substituir apenas claras: substitua a clara de 1 ovo por 1 colher de sopa de agar-agar dissolvida em 1 colher de sopa de água. Misture bem, deixe descansar por 15 minutos e misture novamente antes de adicionar à receita.

Creme de leite

O principal substituto do creme de leite, hoje, é o creme de soja. Ele pode ser usado na mesma proporção do creme de leite. Porém, dependendo do tipo de receita, o sabor da soja pode ficar acentuado e o resultado não ficar bom. O ideal é que o creme de soja seja sempre usado em receitas onde haverá outros ingredientes de sabor marcante para suavizar o sabor da soja.

O chantilly vegetal pode ser usado em algumas receitas doces que levam creme de leite. Você pode usar o chantilly em cremes, mousses ou tortas geladas. O resultado é muito bom e o sabor delicioso.

Queijo

Queijos sem lactose são uma ótima opção para você usar em pizzas, massas, sanduíches
Tofu, para aqueles que ainda não experimentaram, é uma boa alternativa para fazer pastas, usar em quiches e em outras receitas. Ele não derrete como os queijos de origem animal, mas pode ser usado em receitas que vão ao forno ou em receitas frias.

Farinha de Trigo

Para os celíacos, usar substitutos para a farinha de trigo é fundamental.

Mistura de farinhas sem glúten para uso geral: 1/2 xícara de farinha de arroz + ¼ de xícara de fécula de batata + ¼ de xícara de polvilho doce
Mistura de farinhas sem glúten ideal para uso em tortas e crepes: 1 ¼ de xícara de farinha de soja ou de grão de bico + 1 xícara de araruta ou amido de milho ou fécula de batata + 1 xícara de polvilho doce + 1 xícara de farinha de arroz

Uso de goma xantana ou de goma guar

Para que suas receitas com farinhas sem glúten funcionem, a goma xantana ou guar são essenciais para dar liga à massa.

Adicione ½ colher de chá de goma xantana ou guar por cada xícara do míx de farinhas que você preparar quando este mix for usado para bolos, biscoitos, muffins e similares.
Adicione 1 colher de chá de goma xantana ou guar por cada xícara do mix de farinhas sem glúten para preparar pães, massa de pizza e outras massas que levem fermento biológico na receita.
Agora, é mão na massa!

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4 motivos para amar a linhaça

Linhaça

Que coisa de natureba, que nada! Depois que as atrizes Juliana Paes e Paula Burlamaqui desfiaram elogios à linhaça e atribuíram parte da sua boa forma a shakes e sucos feitos com a semente, esse alimento caiu na boca (e na mesa) do povo. Motivos não faltam: a linhaça tem uma quantidade enorme de substâncias funcionais – aquelas que ultrapassam a função de nutrir, dando uma força extra ao corpo para não ficar doente. Estudos quentíssimos mostram que ainda ajuda a emagrecer, pois aumenta a saciedade e estimula o intestino. Marrom (nacional) ou dourada (importada), é campeã em ômega 3. O óleo extraído da semente tem quase 60% desse ácido graxo – o dobro da quantidade encontrada no óleo de salmão, aclamado como a grande fonte do tal ômega. A linhaça também tem doses moderadas de ômega 6 e gorduras monoinsaturadas, que, em harmonia com o ômega 3, reduzem o mau colesterol, o LDL, responsável por estragos nas artérias. Seu arsenal de antioxidantes é potente. Vale ressaltar a vitamina E, que contribui para a renovação celular e, por isso, vaiadiando todo o processo de envelhecimento do organismo, afastando inclusive o aparecimento de rugas. Pôr a semente no prato estica a juventude por dentro e por fora. É a lignana, porém, que faz da linhaça um alimento especialmente querido das mulheres. Considerada um fitoquímico (ou fito-hormônio), essa substância tem efeito semelhante ao do hormônio estrógeno, amenizando os sintomas da TPM e da menopausa.

Modo de usar

Para aproveitar tudo o que a semente tem de bom, você precisa vencer a casca duríssima que a protege, o que po­de ser feito de três maneiras: mastigar muito bem a linhaça, deixá-la de molho na água por oito horas na geladeira (fica molinha e mais fácil de ser quebrada com os dentes) ou triturá-la no liquidificador. “Bata a semente imediatamente antes do consumo e só a quantidade que vai ser usada. Isso evita que os efeitos benéficos se percam”, diz Ana Vládia Moreira, do departamento de Nutrição da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Polvilhe no iogurte, nas frutas, nas saladas ou misture no arroz integral, no suco ou na massa do pão. Sobrou? Cristina Marques, chefe da divisão de nutrição do Hospital das Clínicas, de São Paulo, ensina guardar a semente triturada fechada num pote dentro da geladeira por até dois dias. Mais do que isso fica rançosa.

Se preferir a linhaça na forma de óleo, observe o rótulo: a semente deve ser prensada a frio. Use como tempero, nunca para cozinhar. Para disfarçar o sabor forte, junte um pouco de azeite de oliva para regar a salada ou finalizar um refogado. “Óleo de milho ou girassol interferem no ômega 3, por isso, evite usá-los junto com o de linhaça”, alerta o nutricionista George Guimarães, da Clínica Nutriveg, em São Paulo. O óleo também está disponível em cápsula. Sem contra-indicação, pode ser consumida duas vezes ao dia, antes do almoço e do jantar.

A dose diária

Seu objetivo é perder peso? De novo, a linhaça pode ser uma aliada. “Ela estimula o intestino, que fica preguiçoso quando se está de dieta”, diz a nutri­cionista Cristina Grandjean, do Spa Fazenda Igaratá. As fibras presentes na casca ainda reduzem o apetite e controlam os níveis de açúcar no sangue, ajudando a manter o corpinho enxuto.

Porém, não adianta caprichar na linhaça hoje e só lembrar dela daqui a uma semana. É importante incluí-la sempre no cardápio. A medida indicada é uma colher de sopa por dia (no máximo duas). Só não abuse. Ela possui compostos que, em excesso, podem interferir na absorção de nutrientes. Mas esse ponto negativo está sendo estudado. Por enquanto, as pesquisas concluídas sobre essa sementinha provaram que ela é tudo de bom!

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10 alimentos que ajudam a combater o cansaço

Mulher Cansada

Sabe aqueles dias que a sua bateria parece ter chegado ao fim? Você pode até recorrer ao café ou chocolate como estimulantes para aguentar o tranco, mas, na verdade, o que você precisa mesmo é repor a falta de alguns nutrientes que ajudam a combater a fadiga.

Segundo a nutricionista Cintia Azeredo, do Vita Check-Up, é comum nos dias atuais, com tanta correria e estresse, as pessoas apresentarem queda de alguns nutrientes, o que leva ao nervosismo, baixa imunidade e consequentemente ao cansaço. “Alguns alimentos, no entanto, podem ser aliados na redução desse cansaço devido à presença de vitaminas importantes, que atuam estimulando o melhor funcionamento do sistema nervoso”, explica a especialista.

A nutricionista listou 10 alimentos que ajudam a combater o cansaço. Veja nas imagens.

Alface

A alface parece inofensiva, mas de acordo com Cintia Azeredo possui função calmante e a lactucina é a substância presente na folha que ajuda a diminuir a sensação de fadiga.

Banana

Rica em nutrientes, a banana reduz a ansiedade e relaxa com a ajuda da vitamina B6, potássio, magnésio e triptofano.

Aveia

Já a aveia, segundo a especialista, melhora a função cerebral, fornece energia e garante o bom humor devido à presença das vitaminas B1, B2, B3 e B6.

Espinafre

Lembra do Popeye, que comia espinafre para ficar mais forte? Pois é, esse alimento previne a depressão e melhora o funcionamento do sistema nervoso, graças à presença de potássio, magnésio, ácido fólico, vitaminas A, C e vitaminas do complexo B.

Chia e linhaça

A chia e a linhaça são ricas em magnésio e Ômega 3, além de agirem como relaxante muscular natural. Elas são ótimas protetoras cardiovascular e estimulante da função cerebral.

Abacate

De acordo com Cintia, o abacate é rico em gorduras boas, magnésio e triptofano. Essa fruta também melhora a função cerebral e auxilia no relaxamento muscular.

Arroz integral

Já o arroz integral é rico em vitaminas B1, B3, B6, metionina e cistina. Ele melhora o humor e fornece mais energia.

Feijão

Além do arroz integral, o feijão é fonte de ferro, potássio, zinco, aminoácidos essenciais (aqueles que não são produzidos pelo corpo) como a lisina. É um alimento com ótima fonte para recarga da bateria.

Leite

O leite é fonte de triptofano, melhora a função cerebral e oferece aquela sensação de bem-estar. Ainda é rico em cálcio que atribui ação relaxante e mantém a saúde cardíaca. Cintia apenas aconselha que a escolha seja pelo desnatado, que possui menos gordura.

Ovo

O ovo, por sua vez, é rico em vitaminas do complexo B, vitaminas A, D e E, ferro e zinco, reduz o cansaço físico e mental, melhora a função cerebral, fornece ação antioxidante e outros benefícios.