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Nutricionista lista os dez piores alimentos para o corpo humano

10º lugar: Sorvete

Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista Michelle Schoffro Cook adverte que esse alimento geralmente tem altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e de saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.

9º lugar: Salgadinho de milho

De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos, a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento pode causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso e irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.

8º lugar: Pizza

A nutricionista Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas com farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

7 º lugar: Batatas fritas

Contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, mas também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se tornam rançosos na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo.

6º lugar: Salgadinhos de batata

Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.

5º lugar: Bacon

Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão.

4º lugar: Cachorro-quente

Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, também nos EUA, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebês. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal.

3º lugar: Donuts (rosquinhas)

Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essas substâncias estão relacionadas a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contêm, em média, 300 calorias cada.

2º lugar: Refrigerante

Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista. Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.

1º lugar: Refrigerante diet

“É a minha escolha para o pior alimento de todos os tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte. “Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao refrigerante diet o prêmio de pior alimento de todos os tempos”, conclui.

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Dolomita

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O uso medicinal da argila é antigo. Ela estava presente na cosmetologia egípcia. Babilônios, assírios e chineses a utilizavam em problemas digestivos. Avicena, o “príncipe dos médicos”, fala da argila, assim como Homero e Hipócrates, o “pai da medicina”, a usava interna e externamente.

Talvez o pouco uso da geoterapia se deva à contaminação ambiental, o que restringe o local de coleta a áreas virgens, longe de plantações (por causa de agrotóxicos) e esgotos. A argila deve ser retirada de, no mínimo, um metro de profundidade, peneirada e guardada em recipiente não metálico. Algumas vezes deve ser exposta ao sol antes do uso.

No cenário moderno da geoterapia, surge a dolomita, carbonato duplo de cálcio e magnésio, rocha descoberta pelo geólogo francês Deodat Dolmieu, nos Alpes tiroleses (1750-1801). Desde 1930, ela é analisada para tratamento de osteoporose. É branca, podendo chegar a uma textura finíssima, o que favorece a absorção.

Pesquisas realizadas no Instituto Weismann, de Israel, com um calcário dolomítico brasileiro comprovaram a presença de calcitriol, hormônio que fixa o cálcio nos ossos e atua em mais de 30 tecidos, produzindo aumento de trabéculas de medula vermelha e de massa óssea nos frangos que receberam suplemento do produto na ração, aumento da calcificação da matriz inorgânica, da flexibilidade e maleabilidade da matriz orgânica; redução dos sintomas e dor na osteoporose; estmímulo do crescimento infantil com vantagens sobre o leite de vaca.

O suplemento via oral, em média de três gramas por dia, pode ser usado como terapia complementar para tendência à desmineralização óssea, cardiopatias, hipertensão, diabetes, distúrbios gastrointestinais, gastralgias, diarreia, câimbras, tendinite, dores musculares e articulares, fibromialgia, Dort, luxações recidivantes, bursite, processos inflamatórios, baixa imunidade, TPM, cólica menstrual, metrorragia, espasmos brônquicos, queimaduras, úlceras de perna, e sempre que for necessária a regeneração tecidual.

O uso em pó tem ação anti-hemorrágica, desodorante e cicatrizante. Pode ser usado em casos de gengivite, afta, pré-dentição, pós-extração dentária, higiene oral e lesões genitais. Na pele, é aplicado em ferimentos, escoriações, assaduras, mau cheiro nos pés, micoses e após a depilação. Previne escara quando espalhado no lençol de pessoas acamadas, melhorando o deslizamento da pele e aumentando a sua resistência.

Adicionando dolomita à água (dois litros de água para meio copo de dolomita) obtém-se uma água argilosa para banho tanto de crianças como de adultos, em casos de brotoeja, prurido e problemas dermatológicos. Uma colher (chá) de dolomita em pó num copo de salmoura aumenta o efeito anti-inflamatório e analgésico. É usada em gargarejos nos casos de amigdalite e laringite. Em congestão nasal, rinite e sinusite, devem ser aplicadas duas a três gotas em cada narina de duas a quatro vezes ao dia.

Misturando-se água à dolomita, na proporção de uma parte de água para duas de dolomita, obtém-se uma pasta homogênea. A água pode ser substituída por chás (gengibre, para dores articulares) ou soro fisiológico (úlceras varicosas). A pasta tem ação analgésica, refrescante, antitérmica, relaxante e cicatrizante. É útil para casos de Dort, dores articulares, erisipela, seborreia, queimadura solar, psoríase e estado febril.

A pasta de dolomita tem uso intravaginal em casos de candidíase, leucorreias, bem como para hemorroida interna, fissura e prurido anal.

O banho é indicado em casos de fibromialgia, insônia, depressão, pós- lipoaspiração, cirurgia de varizes. O uso estético de dolomita é útil no tratamento de estrias, flacidez, celulite e para amenizar rugas de expressão facial, olheiras, manchas e queloide.

Cataplasma

A profundidade do efeito da dolomita é proporcional à espessura da aplicação. Atualmente, existe uma apresentação prática de cataplasmas de vários tamanhos, fáceis de manejar e fixar. A cataplasma é preparada no tamanho proporcional à região a ser tratada. É aplicada em casos de sinusite, cistite, otite, na região pulmonar, sobre o fígado e em dores articulares crônicas.

Como a argila atrai toxinas para a superfície da pele, lembre-se da importância da desintoxicação intestinal nos casos de constipação, para evitar reações dermatológicas, embora isso seja muito raro. Em tais casos, a aplicação externa deve ser suspensa, utilizando-se apenas o pó, até que o nível toxêmico seja reduzido.

Para potencializar o efeito da dolomita, ela deve estar associada a outras terapias naturais, como fitoterapia, hidroterapia e dietas especiais. O paciente deve sempre ser aconselhado a melhorar o estilo de vida respirando ar puro, recebendo luz solar, tomando água pura, repousando, praticando exercícios, procurando ter uma alimentação natural, além de evitar estimulantes e manter uma atitude confiante no dia a dia.

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Gergelim

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O gergelim (Sesamum indicum L.), também conhecido como sésamo, contém uma grande variedade de princípios nutritivos de alto valor biológico, como gorduras insaturadas (eficientes na redução do nível de colesterol no sangue) e lecitina, que desempenha importante função no nosso organismo.

O gergelim é, juntamente com a soja, o vegetal mais rico em lecitina.

A lecitina é um componente essencial do tecido nervoso e intervém na função das glândulas sexuais. É um poderoso emulsificante, que facilita a dissolução das gorduras em meio aquoso. Uma das suas funções no sangue consiste em manter dissolvidos os lipídios em geral, especialmente o colesterol, evitando assim que se depositem nas paredes das artérias.

O gergelim também contém proteínas de alto valor biológico, formadas por 15 aminoácidos diferentes, com elevada proporção de metionina; vitaminas, especialmente E, B1 e B2; minerais e oligoelementos diversos, especialmente cálcio (nove vezes mais que o leite), fósforo, ferro, magnésio, cobre e cromo; e mucilagens, que dão ao gergelim ação laxante suave.O óleo de gergelim é rico em ácidos graxos insaturados e apresenta vários constituintes secundários importantíssimos, como sesamina, sesamolina sesamol. Este último, com suas propriedades antioxidantes, confere ao óleo elevada estabilidade química, evitando a rancificação, fazendo do óleo de gergelim o óleo de maior resistência à oxidação entre os demais óleos de origem vegetal.MODO DE USAR O GERGELIM

Óleo de gergelim

Pode ser usado como qualquer outro óleo vegetal. É muito estável e pouco sujeito a criar ranço.

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É uma pasta muito saborosa que se obtém moendo as sementes de gergelim. Substitui com vantagem a manteiga e a margarina.

Gersal

É uma farofa de gergelim que serve para “temperar” o arroz antes de servir. Para fazer o gersal, torre o gergelim lavado e seco. Depois de frio, bata levemente no liquidificador com sal. Para cada dez partes de gergelim, acrescente uma de sal.
Creme de legumes com gergelim

Prepare um creme delicioso com gergelim.Doure uma cebola grande com um pouco de óleo. Em seguida, acrescente vegetais cortados em pedaços grandes (cenoura, jerimum, chuchu, couve, batata…) e um pouco de água. Deixe cozinhar por uns sete minutos. Liquidifique em seguida, adicionando uma colher de sopa de gergelim bem lavado e higienizado. Se ficar muito grosso e difícil de bater, adicione mais água. Use sal a gosto ou tempere com shoyu antes de servir.

OUTRAS FORMAS DE USO

Nos países do Oriente, o gergelim é considerado um restaurador da vitalidade e da capacidade sexual, além de ser usado nos casos de:

 

  • Problemas nervosos: esgotamento nervoso ou mental, estresse, perda de memória, melancolia, depressão nervosa, irritabilidade ou desequilíbrio nervoso, insônia. É um excelente complemento nutritivo para quem está submetido a uma grande atividade mental ou intelectual e deseja manter um bom rendimento.
  • Sobrecarga física: prática esportiva, gravidez, lactação, convalescença após intervenções cirúrgicas ou doenças.
  • Falta de rendimento ou de capacidade sexual tanto no homem quanto na mulher.
  • Excesso de colesterol no sangue, arteriosclerose, prevenção do infarto do miocárdio e da trombose arterial.

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Cha Oolong ajuda a emagrecer

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A novidade agora para quem quer emagrecer é o chá oolong, uma variedade da planta Camellia sinesis, originário da China e também conhecido como qingcha (chá verde azulado).

A diferença do chá oolong para o chá verde está no processo de fermentação à qual a planta é submetida, já que as duas são originárias da planta da mesma espécie.
O oolong é semifermentado, o que lhe confere uma maior quantidade de flavonoides do que o chá verde.
Uma pesquisa americana comprovou que mulheres que consumiram chá de oolong após o almoço aumentaram 10% o gasto de energia e as que tomaram chá verde o gasto foi de apenas 4%, portanto, o oolong possui mais efeitos estimulantes do metabolismo do que o chá verde.
O chá oolong é rico em flavonoides, é estimulante e antioxidante natural, que combate o envelhecimento das células. Além disso, como acelera o metabolismo, ajuda a emagrecer.
O chá oolong deve ser consumido após as refeições ou em chás da tarde, acompanhado de algum alimento. O ideal é consumí-lo duas vezes ao dia.
Para prepará-lo, basta ferver um litro de água e esperar dois minutos para abaixar a temperatura (o ideal é 90°). Acrescente sete colheres de sobremesa rasas da planta e deixe em infusão por dois a quatro minutos.
Texto de Francine Schmidt – nutricionista

 

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Dia das Crianças: atividades em família

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Que tal inovar? Em vez de presente, ofereça aos filhos (e à família) a oportunidade de realizar muitas atividades juntos. De brincar de massinha a andar bicicleta, tá valendo tudo que é legal, divertido e que permita fluir. “É muito comum as crianças nos surpreenderem com relatos inusitados, ‘segredos’ e revelações singulares nesses momentos lúdicos que compartilham ao lado dos pais, fruto da confiança e da aproximação gerada pelo brincar”, diz Cecília Biglia, psicóloga e psicanalista e idealizadora do Coisário Ateliê Brincante. Aos adultos, um aviso importante: só será agradável se o perfil e os interesses da criança e dos pais forem respeitados e se os adultos estiverem, de fato, envolvidos. “Deve-se estar presente com qualidade, e não olhando para o celular ou para a TV”, completa Maria Angela Barbato Carneiro, educadora e coordenadora do núcleo de cultura e pesquisa do Brincar, da PUC-SP.

Separamos algumas sugestões de atividades. Então, desligue o celular, guarde os tablets e aumente o som do iPod para curtirem todos juntos:

 

1. Cozinhar

Todas as comidinhas que possam ser feitas com as mãos têm alta receptividade entre os pequenos. Algumas crianças adoram sentir a textura das misturas. Outras preferem decorar. Opte pelo simples. Pode ser uma salada de frutas, uma salada de folhas, bolos, cupcakes, brigadeiros, sucos, milkshakes, sanduíches, pizzas, pão de queijo, omeletes, rocamboles, bolo de rolo.

Lembrete: os pequeninos têm menos coordenação motora, então, prepare-se para ingredientes espalhados para fora das travessas. Além disso, as crianças se dispersam com facilidade, então, para não ser abandonada no meio da receita, escolha algo fácil e rápido de ser produzido.

 

2. Teatro de sombras

Bastam lençol esticado e pregado entre duas paredes (use fita crepe), abajur com lâmpada acesa colocado no chão, atrás do lençol, e bonecos de papel (com olhos e bocas vazados) colados em palito de madeira (aqueles de churrasco), para a sessão começar. Soltem a imaginação e a voz!

Lembrete: todos da família poderão criar os próprios personagens e histórias, além de ter a chance de interpretar e, ao final, ouvir os aplausos da plateia, é claro.

 

3. Brincar de teatrinho

Achou o teatro de sombras complicado? Então, aposte apenas no teatro. Estique o lençol, pregue-o entre duas paredes e crie histórias divertidas, engraçadas, bem-humoradas com alguns bonecos que seu filho e filha têm no quarto. Para envolver ainda mais as crianças na brincadeira, confeccionem as entradas do espetáculo, anotando, em um papel cortado, o nome e o horário da peça, além de preço e número da cadeira.

Lembrete: não esqueçam que a plateia tem que aplaudir no final.

 

4. Montar um álbum de fotografia

Além de colocar um pouco de ordem no arquivo fotográfico da família, os filhos vão apreciar ver fotos de épocas diferentes. É assim que os pequenos vão entendendo a própria origem. É possível fazer álbuns temáticos: viagens, festas, passeios, amigos, escola, 1º ano de vida.

Lembrete: essa é uma atividade-projeto, pois precisa de planejamento e ter como objetivo finalizar ao menos um álbum, no dia. Para economizar nas revelações, aproveite as promoções que sempre surgem nos sites de compras coletivas.

 

5. Brincar de mímicas, adivinhações, mágica, Stop e jogos de tabuleiros

O legal é organizar rodadas curtas, com no máximo 30 minutos de duração para cada atividade.

Lembrete: as crianças alfabetizadas adoram jogar Stop, mas podem não estar tão hábeis na escrita rápida. Nesse caso, é interessante estipular um tempo de, por exemplo, 2 minutos para cada rodada.

 

6. Transformar a casa num laboratório

A ideia é fazer muitas experiências, inclusive para comemorar o ano internacional da química, que é 2011. As crianças adoram ver as reações químicas. Dá para fazer várias em casa sem correr riscos. No site do X-Tudo, da TV Cultura, tem experiência que não acaba mais e o legal é deixar cada um escolher a sua de preferência.

Lembrete: essa é mais uma atividade-projeto que pede planejamento prévio.

 

7. Brincar de faz de conta

Transformar a casa em restaurante, salão de beleza, oficina mecânica, escolinha, aniversário de boneca. Essa atividade é a que mais exige desprendimento dos adultos para deixar a imaginação fluir.

Lembrete: como quem comanda é a imaginação, o mais legal é não fazer superproduções, mas brincar com o que se tem à mão.

 

8. Ateliê de artes

Realizar atividades manuais, como reciclagem, desenho, pintura, colagem, misturebas, costura. O interessante é escolher um número de tarefas e montar os cantinhos destinados a cada uma pela casa. Deixe o banheiro ou a lavanderia como o local das misturebas, pois será mais fácil limpar depois.

Lembrete: todas essas atividades pedem certo planejamento prévio, como reunir a sucata.

 

9. Fazer uma horta

Essa é uma atividade-projeto, ou seja, requer algum planejamento antecipado, como a compra de material. As crianças mais velhas se envolvem muito e ficam genuinamente surpresas ao verem brotos despontarem nos vasos. Vale plantar de tudo: flores, frutos, saladas, legumes. Para não confundir os locais da plantação, peça às crianças que desenhem a planta em um papel. Com um palito, pregue o desenho e finque na terra.

Lembrete: antes de iniciar a plantação, caso more em local sem jardim, forre o chão com jornal para a terra não se espalhar pela casa inteira.

 

10. Fazer um piquenique

Atividade deliciosa, mas que pede planejamento. Com alguns dias de antecedência, escolham o local e o cardápio e verifiquem as condições climáticas (se for chover, transfira o piquenique para o chão da sala de casa). No dia anterior ao passeio, montem o farnel de comida, separem alguns brinquedos (bolo, disco, frescobol) e a máquina fotográfica para registrar os momentos do grande dia.

Lembrete: divirtam-se!

 

11. Corpos em movimento

Fazer jogos corporais, como pular corda, amarelinha ou ainda brincar de esconde-esconde, de pula-elástico. Também pode-se incluir na lista jogar bolinha de gude, empinar pipa, chute a gol.

Lembrete: assim como os jogos de tabuleiro, o legal é organizar rodadas curtas, com, no máximo, 30 minutos de duração para cada uma dessas atividades.

 

12. Do lado de fora de casa

Fazer passeios ao ar livre para andar de bicicleta, de patins, de patinete, de barco (hobbycat) ou surfar. Uma das atividades de que as crianças mais gostam é ficar em local aberto porque elas têm a oportunidade de utilizar um espaço mais amplo e livre que o da casa. Então, aproveite a oportunidade.

Lembrete: combinem com alguns dias de antecedência o lugar no passeio.

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Comer com atenção: essa é a proposta!

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Responda rápido: você toma café da manhã de pé porque vive com pressa? Não consegue nem lembrar o que comeu no almoço de ontem? Se você disse sim, confesso: somos dois. Na maior parte das refeições, não consigo comer comendo, isto é, saboreando o alimento com gosto e atenção. Ou mergulho em pensamentos ou me disperso com conversas, música e televisão. Ao comer perco completamente a atenção no momento presente, que tanto saboreio no resto do dia.

E sou obrigada a compartilhar uma constatação: alimentar-se assim não é bom. Quem come sem perceber o que manda para o estômago acaba engolindo mais do que precisa, não mastiga direito os alimentos e tem mais dificuldade para digerir. Assim, mais pela saúde e paz de espírito, decidi procurar uma maneira de me alimentar com mais atenção. E fui procurar quem entende do assunto.

Não mude nada

Esse é o primeiro conselho de Alicia Negri, professora de orioki (a arte de comer meditando) do grupo de meditação Shambhala, de São Paulo. Espera lá, meditação? O que tem isso a ver com comer? Bom, meditar tem a ver com qualquer coisa. Meditação é um exercício de atenção plena, é estar consciente a cada bocado da vida (inclusive à mesa), sentindo o corpo e o ambiente ao redor, sem se perder em pensamentos.

No primeiro contato, Alicia, que é mestre-cuca em meditação, me pede para não modificar nenhum hábito. Sugere apenas que eu traga mais consciência e atenção para tudo o que fizer durante a refeição. Só isso. Quando ouço suas palavras, estremeço. Pressinto que meus dias de saborosa inconsciência diante da tevê estão contados.

Tento seguir sua receita já no dia seguinte, na hora do almoço. Ligo as antenas e percebo que, quando começo a pôr a mesa, todo o meu ser pede mais simetria nos arranjos de copos, pratos e talheres. O curioso é que o desejo de arrumar a mesa vem de dentro, não é fruto de uma imposição qualquer. Alicia tinha razão. Não é preciso fazer nada intencionalmente. A atenção, sozinha, inspira tudo o que precisa ser feito.

Ouça a comida

“Comer inclui todos os sentidos e não só o gosto”, afirma Alicia na segunda vez que nos falamos pelo telefone. Ela me diz que gosta de colocar alimentos crocantes aqui e ali na refeição para despertar os ouvidos para a audição interna. Comecei a prestar atenção no “crunch-crunch” da erva-doce da salada, no barulhinho da granola no café da manhã, no croque da primeira mordida no pão fresquinho.

Quase por encanto, ao observar minha audição, os outros sentidos também despertam. Uma coisa puxa outra. Percebi, por exemplo, que gosto muito mais do cheiro do café que do café, do cheiro da pipoca que da pipoca. Notei também que preciso ver muitas cores nos alimentos porque, do contrário, sinto que não estou me nutrindo de algo fundamental. E é exatamente das cores, me diz Alicia. “Alimentamos-nos delas, tanto quando da comida”, afirma. A variedade é um estímulo a mais para se manter a atenção desperta. A rotina, um convite ao entorpecimento. Se for difícil ter todas as cores e sabores numa refeição, é possível aprender a desfrutar daquelas que estão presentes naquele momento.

Comendo impressões

O mestre armênio Georges Gurdjieff (1866-1949) dizia que nos nutrimos de três alimentos principais: comida, ar e impressões. Isso mesmo: impressões, aquilo que nos chega por meio dos sentidos. Ele também afirmava que podemos ficar um tempo sem comida e alguns minutos sem ar, mas nem um único segundo sem impressões. Elas estão constantemente nos alimentando. Isto é, segundo Gurdjieff, ao dar sua garfada de arroz com feijão diante da tevê vendo as cenas da guerra do Iraque, você engole junto todas as impressões – e emoções negativas – que você associa à guerra do Iraque. Notícias, portanto, só antes do jantar ou às 10 da noite, depois da digestão. Ou, melhor ainda, no dia seguinte.

Outra modificação fundamental: com atenção, a gente senta direitinho, com postura correta, mesmo se não houver ninguém olhando (você já deve estar se arrumando na cadeira). Percebo encantada que a elegância chega junto com a atenção, é seu efeito colateral principal. E ninguém precisa mandar ou ensinar. Estética e porte são seus derivados naturais.

Depois de falar pela última vez com Alicia e ela me dizer que meditar é apenas prestar atenção plena a algo, me veio uma cena do filme Corrida do Ouro, com Carlitos. Faminto e ilhado pela neve no alto de uma montanha, ele é obrigado a comer a única coisa que restava: uma velha botina. Mas com que elegância Carlitos põe a mesa, arruma os pratos e come aquela botina, com que graça lambe seus cadarços, com que delicadeza corta sua sola em pedacinhos… Pensando bem, sim, é possível comer meditando com misto quente.