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O milagre do pão

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Todo cozinheiro hesitante guarda, com carinho e receio, uma lista de receitas especiais que gostaria de tentar preparar, mas que acredita ainda não ser capaz de realizar plenamente. Para mim, são os suflês, as coxinhas e, até bem pouco tempo atrás, os pães. Mas esses eu resolvi que era hora de encarar.

Eles têm fama de trabalhosos, demorados e temperamentais – qualquer coisinha fora da ordem e eles se recusam a crescer, e lá se vai uma boa quantidade de ingredientes e tempo desperdiçados. Não é trabalho para qualquer dia e hora. Mas descobri que o prazer de sentir o aroma de pãoassando se espalhar pela casa e saboreá-lo quentinho, saindo do forno, sabendo que está livre de qualquer química, vale a dedicação.

Os especialistas concordam: fazer pão dá mesmo um trabalhão. “Não é difícil, mas é demorado, tem de ter paciência”, diz Julice Vaz, chef especialista em panificação e proprietária da loja de pães artesanais Julice, em São Paulo. Para Izabel Pereira, que prepara pães artesanais na sua Marie-Madeleine Boutique Gourmet, também em São Paulo, não é necessário ter medo do pãocaseiro. “Basta respeitar as técnicas, ter muita atenção e uma boa receita para que o resultado seja delicioso.”

Dito isso, peguei algumas receitas de pão integral de fontes que eu já conhecia, daquelas com coordenadas que quase sempre dão certo, e botei a mão na massa. Antes, pesquisei um pouco sobre sua história.

O homem come pão há mais de 10 mil anos. Segundo historiadores, ele teria sido um dos primeiros alimentos preparados no fogo, mas era achatado e duro. Apenas no Egito, milhares de anos depois, é que foi descoberto o processo de fermentação, e ele cresceu e se tornou mais macio. Os gregos levaram a descoberta egípcia para a Europa e aperfeiçoaram a técnica, já os romanos espalharam o costume para o restante do continente.

Ao longo dessa história, ele se tornou item tão importante na alimentação que virou metáfora para comida na mesa e fartura, e foi alçado a símbolo de diversas religiões. Está presente nos livros sagrados e se destaca em festas e celebrações religiosas. É o alimento que se multiplica para sustentar a todos, é o corpo de Cristo na comunhão e o presente de Deus aos judeus. Um alimento essencial.

Trabalho e descanso

Para fazer alimento tão primordial em casa, é importante começar usando bons ingredientes. Julice Vaz aconselha dar preferência às farinhas de trigo especiais para o preparo de pães. Comecei pela receita mais simples, uma que levava apenas farinha branca, farinha integral, água, sal, azeite e fermento seco para pães. Misturei os ingredientes respeitando à risca as instruções. Feito isso, espalhei um pouco de farinha sobre uma superfície e sovei. Um pouco sem saber exatamente como fazer, fui trabalhando a massa à mão, esticando e dobrando. A receita mandava seguir nessa toada por dez minutos, mas no quinto já faltava força.

Parei no sexto e torci para ser suficiente. Mas é perfeitamente aceitável sovar a massa com a ajuda de uma boa batedeira, tornando o processo muito menos cansativo do que era para nossas bisavós. Essa mãozinha tecnológica pode inclusive melhorar o resultado. “Não dá para comparar a força de uma máquina com a força de uma pessoa”, diz Julice. “O trabalho mecânico tem sempre a mesma força, então vai ter uma regularidade no trabalho. Na mão, cada hora vai com uma força e a gente fica cansada, ainda mais hoje que não temos mais costume de fazer isso.”

O próximo passo é deixar a massa descansar. Para Izabel, respeitar o tempo de fermentação é essencial. “O mais importante é ter paciência com a massa. Ela é exigente, precisa do seu tempinho sozinha”, diz. Mas o tempo de descanso da massa não é uma ciência exata e, dependendo do dia, pode ser diferente daquele indicado na receita. Aí é que complica.

Julice explica que a temperatura ambiente influencia a ação do fermento. “No frio, o fermento demora mais para agir. Ele é um ser vivo que se alimenta do açúcar da massa e, no frio, se alimenta mais devagar e o pão demora muito para crescer.” As temperaturas entre 28 e 32 graus são ideais para a fermentação. Em dias menos quentes, pode-se acelerar o processo esquentando a cozinha com um forno ligado ou deixando a massa dentro do forno desligado, mas com a luz interna acesa. Mas, de modo geral, a regra é ter paciência. Por isso, muitas receitas sugerem um tempo de descanso para massa com a ressalva “ou até que dobre de tamanho”.

Fui paciente, o dia estava frio, mas mesmo assim a massa cresceu. Tal qual acontece quando se coloca um bolo no forno, ver crescer uma massa preparada por você causa uma sensação única de espanto e satisfação. Levei-a ao forno e em pouco tempo o pão estava pronto. A casca ficou crocante, o interior, macio. O sabor do fermento, no entanto, predominou e tornou o pão um pouco enjoativo. Sucesso parcial.

Na segunda experiência, optei por uma receita com farinha de linhaça e fermento fresco. Para Izabel, esse fermento faz pães mais gostosos. “Ele dá mais sabor, mais crocância, além de maior durabilidade”, diz. Porém, ele é mais delicado e um descuido pode colocar a receita a perder.

O fermento fresco deve ser bem cuidado desde a compra. Ele precisa ser mantido refrigerado e não deve sofrer oscilações de temperatura. Por isso, passar no mercado em um dia quente e demorar para voltar para casa, deixando o fermento no carro, por exemplo, pode ser fatal. Julice afirma ainda que o principal erro das pessoas ao fazer pães é justamente o manuseio do fermento fresco ao iniciar a preparação. “Em geral, a receita manda colocar o fermento na água morna, mas as pessoas ultrapassam a temperatura ideal. Elas colocam água quente no fermento e matam ele. A água morna deve estar entre 20 e 24 graus”, explica. Ainda sem ter essa informação, coloquei a água quente demais no fermento e meu pão não cresceu como deveria. Não foi de todo perdido, o resultado ficou muito mais saboroso que o primeiro, porém menos macio.

Levain e brioches

É o fermento natural, no entanto, o favorito de todos. Ele faz pães mais saborosos, crocantes, saudáveis e que duram mais. Mas trata-se de um ser vivo exigente que pode não valer a pena para quem só quer assar uns pãezinhos de vez em quando.

O levain é cultivado a partir da mistura de água, farinha e um ingrediente com açúcar e acidez, como uma fruta. O de Izabel, por exemplo, foi feito a partir de maçã verde. Nessa mistura, os micro-organismos presentes no ar vão começar a agir. Para manter o fermento vivo, é preciso alimentá-lo constantemente com mais água e farinha. “O processo de fabricação é demorado, exige atenção e dedicação por dias, até que ele esteja pronto para ser usado. Por se tratar de um fermento vivo, que depende de vários fatores para se desenvolver, a probabilidade da experiência não dar certo é grande”, fala Izabel. “Se a utilização dele não é frequente, o trabalho acaba sendo pouco útil.”

Desisti da ideia de começar um levain e também de insistir em seguir os passos da velha guarda e, na terceira experiência – uma receita de brioche de Julice – usei minha batedeira. Mas ela, por ser das mais básicas, é inadequada para bater massas pesadas e quase pifou no processo. A massa acabou sendo trabalhada menos do que deveria, mas mesmo assim o resultado foi um pãodoce saboroso, que arrancou suspiros em casa e não me deixou com dores nos braços.

Poucos dias depois, já começava a pensar em qual pão faria a seguir. Era fato, o bichinho do padeiro tinha me picado. Com a batedeira certa, que consiga trabalhar as massas pesadas, comer pão fresco saído do forno vai virar rotina lá em casa.

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Queijo Cottage: Só benefícios para sua dieta

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O cottage está cada vez mais na lista de indicações dos nutricionistas. Com poucas calorias e gorduras, ele pode ser um grande amigo do seu regime. A menor quantidade de gorduras do cottage faz com que ele tenha menos calorias, ajudando no emagrecimento ou controle do peso.

Além disso, a famosa proteína whey protein, encontrada em abundância nesse queijo, contém o aminoácido BCAA, que é de fácil absorção e ajuda a reduzir gordura e evitar a perda muscular. Quem está com colesterol alto deve evitar o leite integral e os queijos amarelos, pois eles são ricos em gordura saturada.

Já a escolha de queijos brancos com baixo teor de gordura (o cottage é um deles!) não têm nenhuma contra-indicação. A seguir, conheça todos os benefícios do cottage e as diversas de formas de inseri-lo em sua dieta.

Ele é pouco calórico mesmo? Qual a quantidade recomendada?

A principal preocupação de quem faz regime é saber quantas calorias (ou pontos) e gorduras têm os alimentos que vão ser consumidos. No caso do cottage, depende do tipo de leite que foi usado em sua fabricação.

Existem dois tipos de queijo cottage: o que é feito com leite semi-desnatado (2% de gordura) tem o valor calórico de 90 kcal para cada 100 gramas – uma colher de sopa tem aproximadamente 30 gramas. O outro é feito com leite desnatado (1% de gordura) e tem o valor calórico de 70 kcal para cada 100 gramas.

A diferença entre a quantidade de gordura dos dois tipos de cottage. Se feito com leite desnatado, cada 100 gramas tem 1 grama de gorduras totais (0,63g de saturada; 0,28g de monoinsaturada e 0,09g de poli-insaturada). Se feito com leite semidesnatado, são 2 gramas de gorduras totais.

A recomendação é de 2 a 3 porções de leites e derivados por dia. Dica: Pode-se consumir essa quantidade de cottage, inserindo também, leite desnatado e iogurtes durante o dia para atingir essa recomendação.

Desfrute dos benefícios desse queijo!

Algumas pesquisas revelaram que uma dieta pobre em cálcio pode aumentar a tendência ao ganho de peso. Por isso, não devemos esquecer que o leite e derivados são excelentes fontes deste nutriente.

Outro benefício do leite e derivados é o fato de colaborarem para um bom desenvolvimento da flora prebiótica no intestino, que é responsável pela saúde intestinal, absorção de nutrientes (inclusive o próprio cálcio) e pela eficiência imunológica. E não devemos esquecer também da importância do cálcio para a saúde óssea e dentária.

O cottage tem uma baixa quantidade de gorduras saturadas (gorduras relacionadas com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares). Assim, ele é uma excelente opção para a saúde, além de colaborar no controle do peso.

Como colocá-lo na dieta?

O cottage é um alimento versátil que pode ser ingerido das mais diferentes formas. É possível utilizá-lo em vários tipos de preparações como, por exemplo, recheios para sanduíches, tortas, patês e base de molhos.

Além disso, ele pode ser consumido em saladas, recheio de massas e tortas salgadas (com massas integrais, sempre que possível).

Também existem formas menos usuais e muito saborosas de inseri-lo na dieta. Ele pode servir de recheio em panquecas, quiches e até em sobremesas, como por exemplo, creme de cottage com frutas vermelhas.

Veja algumas receitas feitas com queijo cottage:

Lasanha de beringela com queijo cottage

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Ingredientes:
2 berinjelas médias cortadas em tiras finas
noz-moscada moída a gosto sal a gosto
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1½ xícara (chá) de queijo cottage
3 colheres (sopa) de manjericão picado
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
4 tomates médios picados em cubos pequenos
1 dente de alho amassado
1 cebola média picada

Modo de preparo: Ligue o forno à temperatura média. Cozinhe as fatias de berinjela no vapor até ficarem al dente. Reserve a berinjela sobre um pano seco. Numa frigideira, refogue o alho, a cebola e os tomates em 1 colher (sopa) de azeite de oliva. Acrescente o manjericão, misture com cuidado e acerte o sal. Retire do fogo. Unte uma assadeira refratária (30 cm x 20 cm) com 1 colher (sopa) de azeite de oliva e monte camadas alternadas de berinjela, queijo cottage e o refogado de tomate. Por fim, polvilhe o parmesão misturado com a noz-moscada e regue com o azeite de oliva restante. Leve ao forno por 35 minutos, ou até a superfície dourar. Retire do forno e sirva quente ou fria. Rendimento: 8 porções.

Molho para salada com queijo cottage

Ingredientes:
1 colher (sopa) de manjericão fresco picado
2 colheres (sopa) de suco de limão
1 dente de alho amassado
3/4 xícara (chá) de queijo cottage
1 pitada de sal ou à gosto
1/2 xícara (chá) de salsinha picada
1/2 xícara (chá) de suco de laranja

Modo de preparo: Em uma tigela, misture todos os ingredientes e bata bem com um batedor de mão por dois minutos ou até que todos os ingredientes estejam bem misturados. Leve à geladeira por 1 hora. Este molho é um bom acompanhamento para salada de folhas e legumes.

Taça de creme de cottage com amoras e ganache de chocolate meio amargo

Ingredientes:

Creme:
1 xícara de cottage
2 colheres de sopa de creme de leite light
3 colheres de sopa de leite desnatado
4 colheres de sopa de geléia de amoras light

Bata tudo no liquidificador e leve a geladeira por no mínimo 1 hora, até ficar bem gelado.

Ganache: 100 g de chocolate em barra meio amargo 1/2 xícara de creme de leite light

Para montar: 10 amoras

Modo de preparo: Leve o creme de leite ao forno microondas ou ao banho-maria até ficar morno, acrescente o chocolate e deixe até derreter (no micro por 40 segundos e depois mexer até ficar cremoso). Espere esfriar. Em taças, intercale as camadas de creme de amora e chocolate. Coloque as amoras por cima. Sirva. Agora, uma dica: monte a taça quando o creme de amoras estiver já bem gelado, acrescente o ganache morno e sirva, vai ficar duas temperaturas e o chocolate não vai endurecer no caso de levar a taça para a geladeira. Intercale camadas de creme, amoras e ganache, se quiser uma sobremesa mais leve, coloque o chocolate apenas no fundo e cubra com o creme, ele ficou bom sozinho também.

Tulipas

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Ingredientes para 13 tulipas:
13 tomates cereja
14 talos de cebolinha
200 g de queijo cottage
1 pepino
½ colher de chá de manjericão seco
Sal e pimenta a gosto

Modo de fazer:
Pique o pepino bem miudinho, acrescente o queijo cottage, o manjericão e tempere com sal e pimenta.
Corte os tomates de um lado, em forma de cruz e recheie com o cottage temperado. Do outro lado do tomate, faça um furo e coloque um talo de salsinha.
Faça o arranjo em uma travessa e sirva em seguida.

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Invista em rituais de SPA em casa para dissipar o estresse

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Aprendemos a lidar com o estresse desde o momento em que nascemos, interpretando as situações novas que aparecem e nos adaptando a elas, de forma mais – ou menos – harmoniosa. Quando começamos a perceber sintomas desagradáveis, é hora de colocar o pé no freio e identificar os porquês de um sono inquieto, de uma dor de cabeça constante ou de uma digestão lenta.

“Precisamos conhecer nossos limites antes de somatizar, identificando se temos, ou não, o controle da situação”, explica Ana Maria Rossi, psicóloga, especialista no tratamento do estresse.

Respiração
Para os momentos de alta tensão, uma massagem, um banho aromático, uma pausa para ouvir música ou meditar podem trazer pequenas recargas de energia. No entanto, a base de tudo, segundo Ana Maria Rossi, é a respiração. Ela recomenda a respiração abdominal ou profunda, também conhecida como respiração dos bebês ou da ioga: sentada, ou deitada, a pessoa inspira pelo nariz e expira pelo nariz ou pela boca, imaginando um balão que se infla e se esvazia na parte inferior dos pulmões. O resultado dessa respiração cadenciada é a redução da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Com isso, a tensão dos músculos e o cansaço acumulado tendem a se dissipar.

Escalda-pés
“Esquente a água e derrame-a em um recipiente com uma colher (chá) de óleo básico, como amêndoas, e depois ponha gotinhas de óleo essencial”, recomenda a massagista Mariana Camarote, explicando que o óleo básico ajuda a diluir melhor o essencial. Se puder, acrescente ervas frescas e mantenha os pés mergulhados na água quente por 20 minutos.

Do-in
Técnica milenar chinesa que consiste em liberar energia de pontos de tensão por meio da pressão. Com a sola do pé virada para você, contraia os dedos e aperte com o polegar uma espécie de buraco que se forma logo abaixo deles. Pressione por 5 segundos, conte até dez e repita o processo quantas vezes achar necessário.

Banho
Água quente, óleo aromático e sais de banho. Basta isso para desatar os nós da musculatura. “Há duas maneiras de trabalhar com essências no banho: sentindo-as na pele ou inalando-as”, explica Rachel Tavares de Melo, farmacêutica e proprietária do spa Des Jardins, em São Paulo. Na banheira é possível experimentar as duas sensações; no chuveiro não dá para inalar os aromas, por isso é recomendável investir em óleos. Já os sais de banho atuam como esfoliantes e, se o banho for de imersão, potencializam a espuma. Uma dica que vale para qualquer tipo de banho é o sal do Himalaia.

Chá
Chá pode ser sinônimo de descanso e tranquilidade. “Mas, para aliviar as tensões, deve-se dar preferência às infusões, que são misturas de ervas ou frutas”, aconselha Carla Saueressig, especialista no assunto. Entre os indicados estão as populares camomila, melissa, erva-doce, hortelã e menta, além da folha de amora, morango e cassis.

 

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Alimentos que ajudam a baixar a pressão

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Chocolate

Uma revisão de 20 trabalhos científicos, com mais de 800 participantes, concluiu que o doce contendo de 50 a 85% de cacau faz a pressão cair cerca de 3 mmHg. Basta se deliciar com um quadrado ou, no máximo, uma barrinha. “Os flavonoides do cacau propiciam a formação de óxido nítrico, que, por sua vez, relaxa os vasos sanguíneos”, descreve Karin Reid, diretora de pesquisa do Instituto Nacional de Medicina Integrativa, em Melbourne, na Austrália. Segundo ela, os resultados reforçam as evidências de que uma dieta rica nessas substâncias — que também estão no chá-verde, no vinho e nas frutas vermelhas — protege o coração.

Dica: os trunfos do chocolate são decorrentes da presença de cacau, visto em abundância na versão amarga. Por isso, maneire nos chocolates branco e ao leite, pobres no ingrediente que derruba a pressão.

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Uva-passa

Vem do Centro de Pesquisa em Aterosclerose e Metabolismo de Louisville, nos Estados Unidos, um experimento que associou a ingestão de passas a uma redução na pressão de pessoas pré- hipertensas. “Isso talvez seja mérito dos polifenóis, antioxidantes detectados na casca do alimento”, supõe Heno Lopes. Em análise na também americana Universidade de Connecticut, a uva natural, sem ser desidratada, se mostrou igualmente benéfica. “Demos aos voluntários dois copos da fruta fresca por dia”, conta Jacqueline Barona, cientista de alimentos da instituição.

Dica: a fruta in natura tem mais água do que as passas. Estas, portanto, são menores, o que pode culminar no consumo exagerado. O perigo é que em 100 gramas há 270 calorias. Moral da história: pare na segunda colher de sopa.

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Nozes

A relação entre elas e o controle da hipertensão ainda gera bafafá. No entanto, em um recente ensaio clínico com mais de 7 mil pessoas, o uso das nozes e de outras oleaginosas, como amêndoas e avelãs, ajudou, sim, a evitar os picos de pressão. “Provavelmente porque são cheias de polifenóis e de ácido alfalinolênico, uma versão do ômega-3”, especula o estudioso Emilio Ros, da Universidade de Barcelona, na Espanha. Cabe frisar que toda essa turma seguia a dieta mediterrânea, abastecida de outros itens saudáveis.

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Leguminosas

Experts da Universidade de Toronto, no Canadá, recrutaram portadores de diabete do tipo 2 para comer uma xícara diária de leguminosas, a exemplo do feijão — ou seja, nenhum sacrifício. Surpreendentemente, a intervenção não só melhorou os níveis de açúcar correndo pelo sangue como também aliviou as artérias tensionadas. “O feijão possui baixo índice glicêmico, prevenindo os picos de glicose. Com isso, também fica mais fácil controlar a pressão”, raciocina Camila Torreglosa, nutricionista do Hospital do Coração, na capital paulista.

Dica: ao preparar o feijão, abra mão de temperos industrializados, lotados de sódio. Experimente refogá-lo com alho e cebola e adicionar ervas.

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Chá-verde

De fato, a bebida, abastecida de polifenóis, é aliada contra a hipertensão. A prova está na tese de doutorado de Lívia Nogueira, apresentada no programa de pós-graduação de Fisiopatologia Clínica e Experimental da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Depois de dar três cápsulas do extrato — o equivalente a três xícaras de chá — a mulheres quase hipertensas todos os dias, por quatro semanas, ela observou uma baixa significativa na pressão arterial. “O ponto positivo é que o chá tem poucas calorias”, analisa Antônio Felipe Sanjuliani, coordenador da disciplina e orientador do trabalho. Só que goles em demasia podem ser tóxicos para o fígado. Logo, nada de trocar xícaras por jarras.

Dica: Quem é muito sensível à cafeína, outra substância do chá-verde, deve recusá-lo à noite para não ter o sono prejudicado. Tem mais: evite bebê-lo muito perto das grandes refeições, pois ele atrapalha a absorção de ferro. Por fim, para garantir o total aproveitamento dos compostos bioativos, consuma após o preparo, quente ou gelado.

 

 

 

 

 

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Pêssankas

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A arte de colorir os ovos pascais, conhecida como pêssanka (derivado do verbo pessaty, o qual significa escrever), é muito antiga e data do período do paganismo. Simbolizava o renascimento da Terra na primavera com a promessa de novas esperanças, saúde e prosperidade. Posteriormente, com o advento do Cristianismo, passou a simbolizar a Páscoa e a Ressurreição de Cristo – promessa de um mundo melhor e mais feliz.

Tendo como matéria-prima ovos de galinha, a pêssanka é artisticamente pintada em processo artesanal utilizando cores variadas, com desenhos geométricos, figuras e símbolos religiosos originários da Ucrânia. Os ovos representam o princípio de todas as coisas, da vida e da criação. Sua forma perfeitamente desenhada, sua superfície lisa e sua cor geralmente branca, fazem do ovo um símbolo da perfeição.

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Arroz colorido para um envelhecimento mais lento

Que o grão integral oferece mais vantagens em relação ao branco polido todo mundo está cansado de ouvir. Agora, uma pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo aponta que as versões coloridas, isto é, preta e vermelha, também merecem um lugar à mesa. É que a farmacêutica e bioquímica Isabel Louro Massaretto detectou maiores teores de compostos fenólicos nos arrozes dessas cores — e essas substâncias possuem atividade antioxidante, protegendo as células do nosso corpo contra danos. Como se não bastasse, os grãos pretos e vermelhos ainda têm 15% mais proteínas e 2,5 vezes mais fibras do que o arroz branco, o tipo mais comum na mesa do brasileiro. E aí, topa experimentar?

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Dias de Folia

É quase sempre assim: no Carnaval, no embalo da folia, muita gente exagera no consumo de bebida alcoólica. E os efeitos desse exagero podem ser percebidos na famosa ressaca e em disfunções alimentares. Neste período come-se e bebe-se de tudo e, justamente por isso, é preciso mais cuidado com a alimentação. Para evitar a ressaca e a desidratação, é necessário alternar uma bebida e outra com a ingestão bastante água.

A quantidade de consumo de água deve ser aumentada se a pessoa estiver exposta ao sol às altas temperaturas. Uma boa dica é andar sempre com uma garrafinha de água. O ideal é beber uma garrafa de 500 ml de água por hora.

Mas não é só a hidratação que conta para manter o corpo saudável e bem disposto. Cuidar da alimentação depois da folia também é essencial para que o organismo não sinta os efeitos dos exageros alimentares. A orientação é consumir alimentos leves e coloridos, com muita variedade de legumes e verduras.

Veja algumas dicas para cuidados antes, durante e depois das festas:

 

Antes

 

Hidrate-se com antecedência! Dê preferência à água e aos sucos naturais, consumindo de 2 a 3 litros diariamente. Evite ao máximo os refrigerantes, pois possuem baixíssimo poder de hidratação;

Dê preferência a alimentos ricos em carboidratos (pão, macarrão, batata, frutas) para que tenha bastante energia na hora da festa, não esquecendo de consumir as verduras e os legumes;

Evite frituras e alimentos ricos em gorduras. Prefira carnes magras como filé de frango, de peixe ou peito de peru;

Pratique atividade física, principalmente aeróbica, para aumentar a resistência física e aguentar o ritmo até o final da festa.

Durante

 

Hidrate-se a todo o momento! A perda de água através da transpiração é muito intensa e, junto com ela, perdem-se muitos eletrólitos, como sódio, potássio, magnésio e cloro;

O consumo de bebidas alcoólicas deve ser feito com moderação e nunca com o estômago vazio. Acostume-se, também, a intercalar as bebidas alcoólicas com muita água;

Alimente-se durante a festa, consumindo alimentos leves. Para facilitar, a dica é sempre levar consigo barrinhas de cereais e beber constantemente sucos de frutas. Assim, também estará repondo a energia gasta durante a folia;

Nada de consumir frituras durante a festa. Além de apresentarem um alto teor de gordura, podem dar a sensação de estômago pesado e moleza.

 

Após

 

Para aqueles que exageraram, este é o dia da ressaca. Para melhorar os sintomas de mal estar, aí vão algumas dicas preciosas:

Repousar é essencial. Descanse e relaxe para recarregar as energias para os outros dias de festa;

A ingestão de água e suco durante todo o dia vai refletir também no tempo da recuperação. Por isso, tomar muita água e suco de frutas, mesmo no momento de descanso, é fundamental para acelerar o processo de recuperação do corpo;

Consuma alimentos leves e ricos em carboidratos, com muitas frutas e verduras. Dê preferência às sopas e caldos, evitando, principalmente, alimentos muito gordurosos.